As Maçãs Podres

Em todos os lugares onde existem pessoas, cargos, dinheiro e poder, existe a ganância e com ela a possibilidade de que pessoas de baixa moral queiram se beneficiar das facilidades do cargo para obter vantagem pessoal, no condomínio não é diferente, e não é  só o síndico tem esse poder.

É claro que o exemplo deve vir de cima, mas toda forma de desonestidade deve ser veementemente coibida e extinta, falha quem pensa que o furto de material de limpeza é um delito menor, pouco ou muito, esse é só um sinal claro de falta de caráter.

A tolerância para todos os casos é ZERO, a subtração de um bem alheio do condomínio em nada se difere de um furto de carro, é CRIME!

Como identificar?

Só é possível identificar esses desvios quando o conselho se faz próximo e atuante, verificando as contas e analisando os balancetes, criticando os gastos e acompanhando a execução dos serviços no condomínio.

Além disso, excesso de obras, serviços desnecessários e sem aprovação em assembleia e contas correntes onde só um tem acesso são indícios que devem ser investigados.

Quais são tipos de crimes mais comuns?

  • Superfaturamento de bens e serviços
  • Desvios de materiais de limpeza, elétricos, equipamentos e outros
  • Contratação de serviços que nunca foram realizados
  • Pagamentos de produtos que não são entregues
  • Uso dos recursos do condomínio em benefício próprio (telefone, internet, água, gás, energia elétrica etc.)
  • Não repassar os encargos trabalhistas recolhidos
  • Excessos de horas extras concentrados em poucos funcionários
  • Troca constante de administradora

E as Administradoras?

Queremos acreditar que todas são honestas, mas isso não é verdade, as vezes agem sozinhas e as vezes em conluio com o síndico.

As ações propostas pelas administradoras assim como o cumprimento de todas as suas obrigações contratuais e tributárias deverão ser acompanhadas pelo conselho fiscal do condomínio.

Infelizmente não existe cadeia no nosso país para esse tipo de crime, porém temos todos que manter os olhos abertos a fim de não ser conivente e abolir esse tipo de prática tão danosa à nossa sociedade. A tolerância aos delitos menores geram uma resistência quase que orgânica para suportarmos apropriações cada vez maiores dos nossos recursos, nosso suado dinheiro.

Renato Moreno Munhoz

renato@condominiosimples.com.br

21-7932-1878

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